São Paulo é palco de seminário do agronegócio, realizado pelo LIDE
Foto: Leco Viana
A Casa LIDE, na zona oeste de São Paulo, foi o local escolhido para o “Seminário Lide Agronegócio” nesta quarta-feira (08). O seminário teve apresentação do jornalista Bruno Meyer e moderação de Francisco Matturro.
Na abertura do evento, a Ministra da agricultura, pecuária e abastecimento (2019/22), Tereza Cristina, apresentou números que mostram a pujança do agronegócio brasileiro e frisou ainda que “somos o único país que podemos aumentar a produção de uma hora para a outra com sustentabilidade”, fator importante para a liderança mundial no agronegócio. Bárbara Costa, reitora da universidade Brasil, falou da importância do Brasil estar no topo da cadeia do agronegócio e que o “Brasil pode não ser o pulmão do mundo, mas é o estômago”.

O primeiro painel trouxe o tema ‘integração e bio-competitividade do agronegócio, uma solução brasileira’. Carla Freitas, presidente da Agropecuária Bela Vista, falou do crescimento da mulher no agro e que o Brasil é a solução para o agronegócio mundial. Roberto Rodrigues em sua fala além de falar que “o Brasil é o estômago, o pulmão e o coração do mundo”, lembrou que no século 20, importávamos 60% dos alimentos consumidos e passamos a exportar para mais de 200 países.
O painel contou ainda com a participação de Alfredo Miguel Neto, que destacou a importância do desenvolvimento de tecnologia no agronegócio, Laura Rauscher, CEO da Zafra, falando dos riscos que englobam exportar hoje no agronegócio, onde se valoriza o relacionamento com os clientes, pela falta de mecanismos de cobrança rápida. Segundo Laura, “o GAP está na execução e não na produção”. O deputado estadual Itamar Borges, presidente da comissão de agricultura, citou que “quem não for bio-competitivo, ficará fora do mercado”. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, disse que o Agro buscou seu próprio caminho e deixou de depender do governo.

Encerrando o primeiro painel, o CEO da Da Terrinha, Josias Evangelista, falando da produção da empresa, citou que são os maiores produtores de tapioca do mundo, que o agronegócio precisa olhar mais para a mandioca, que ela tem muitas utilidades e que não são exploradas.
O segundo painel do seminário, trouxe o tema ‘ o Brasil como protagonista da produção agrícola, dos Biocombustíveis e dos bioinsumos”. O deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, abrindo os trabalhos do painel, falou da importância de buscar alternativas de combustíveis no agronegócio, citando os impactos da guerra no Oriente Médio.

Heitor Cantarella, dando continuidade ao painel, trouxe os números atuais da agricultura brasileira, onde mostrou que o Brasil é lider mundial em bioinsumos. Claudio Brisolara, diretor da FAESP, trouxe destaque para nossa matriz energética, limpa e renovável, que ajuda em muito o desenvolvimento do setor. A diretora da Yara Fertilizantes, lider mundial do setor, Deise Dallanora, apresentou o potencial brasileiro para geração de metano como energia renovável, através da decomposição de produtos agrícolas, utilizado para a fabricação de fertilizantes. Encerrando o painel, João Dornellas, presidente da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), abordou sobre a história da indústria alimentícia e o senário atual.
O encerramento do seminário se deu com as conclusões finais de Luiz Fernando Furlan, Chairman do LIDE.
Texto: Luciano Farias
Fotos: Leco Viana
