Sul-americanos surpreendem e dominam última rodada do Mundial de Clubes nos EUA

Torcida do Boca Juniors da Argentina durante partida do Mundial de Clubes. Foto: Niyi Fote/TheNews2
A última rodada do Mundial de Clubes da FIFA 2025, disputada nos Estados Unidos, marcou uma virada histórica no cenário do futebol internacional. Após anos de hegemonia europeia, clubes sul-americanos protagonizaram vitórias expressivas contra potências do Velho Continente. Botafogo e Flamengo, representando o Brasil, e o Inter Miami, com forte influência sul-americana, colocaram fim a um jejum de mais de uma década sem triunfos de fora da Europa em confrontos diretos com os campeões europeus.
No Rose Bowl, em Pasadena, o Botafogo venceu o Paris Saint-Germain por 1 a 0 com uma atuação segura e disciplinada. O gol da vitória foi marcado por Igor Jesus, em uma jogada de contra-ataque no segundo tempo. A equipe carioca mostrou maturidade tática, neutralizando as principais estrelas do time francês e garantindo um resultado histórico, que repercutiu fortemente na imprensa internacional.
Já o Flamengo brilhou na Filadélfia ao bater o Chelsea por 3 a 1 em um confronto direto de gigantes. O clube inglês até saiu na frente com Pedro Neto, mas viu o rubro-negro virar com gols de Bruno Henrique, Danilo e Wallace Yan. A partida ainda teve a expulsão do atacante Nicolas Jackson, que entrou no segundo tempo e recebeu cartão vermelho apenas quatro minutos depois. A vitória consagrou a superioridade técnica e física dos brasileiros na reta final do jogo.
Outro destaque foi o Inter Miami, que venceu o Porto por 2 a 1 em Nova Jersey, com direito a golaço de falta de Lionel Messi. A equipe norte-americana, embora sediada nos EUA, carrega DNA sul-americano com a presença de Messi e outros jogadores latinos, e mostrou personalidade ao buscar a virada após sair atrás no placar. O resultado consolidou o bom momento do futebol das Américas frente aos europeus.
As vitórias colocam fim a 13 anos de domínio europeu em torneios intercontinentais, desde a conquista do Corinthians em 2012. A nova configuração do Mundial de Clubes, com mais participantes e sedes nos EUA, revelou um equilíbrio maior entre os continentes e reacendeu a competitividade global. Botafogo e Flamengo seguem vivos na disputa pelo título, reforçando o protagonismo brasileiro nesta nova era do torneio.
