Men at Work confirma presença no Brasil com Show no Vibra SP

Clássico absoluto do pop rock oitentista, o Men at Work segue como um daqueles nomes que atravessam gerações sem perder o frescor. Formada no fim dos anos 1970, em Melbourne, na Austrália, a banda liderada por Colin Hay rapidamente saiu do circuito local para dominar o mundo com o lançamento de Business as Usual (1981). O disco não apenas revelou hinos como “Down Under” e “Who Can It Be Now?”, como também colocou o grupo no topo das paradas globais, em um feito raro para artistas australianos na época. Com uma sonoridade que mistura rock, new wave e toques de reggae, o Men at Work se consolidou como uma das identidades mais marcantes da década.

No Brasil, essa conexão sempre existiu — primeiro pelas rádios, depois ao vivo. Foi apenas nos anos 1990, já após o auge comercial, que a banda passou a visitar o país com mais frequência. Em 1996, uma turnê pela América do Sul teve passagem marcante por São Paulo, registrada no álbum ao vivo Brazil, lançado dois anos depois e até hoje lembrado como um retrato da energia do público brasileiro. A partir dali, o país entrou de vez no radar do grupo, com novas apresentações no fim da década e início dos anos 2000.

Mesmo com mudanças na formação original, Colin Hay manteve o espírito do Men at Work pulsando nos palcos. Seja em shows solo ou acompanhado por músicos que carregam o legado da banda, o repertório segue vivo — e, mais do que isso, relevante. Canções como “Overkill” e “It’s a Mistake” continuam encontrando eco em diferentes gerações, reforçando o status cult que o grupo conquistou por aqui.

Agora, essa história ganha um novo capítulo. Em 2026, o Men at Work retorna ao Brasil para mais uma aguardada turnê, com destaque para a apresentação na Vibra São Paulo. O show promete uma viagem direta aos anos 80, com um setlist recheado de clássicos e aquela atmosfera nostálgica que só bandas desse calibre conseguem entregar. Para os fãs brasileiros, é mais do que um concerto — é a celebração de uma relação construída ao longo de décadas, embalada por músicas que nunca saíram de cena.