Felipe Drugovich estreia na Fórmula E e marca nova fase do automobilismo brasileiro
O piloto paranaense Felipe Drugovich, campeão da Fórmula 2 em 2022, dará um passo importante em sua carreira ao estrear como titular na Fórmula E, a categoria de monopostos elétricos da FIA. Após atuar como piloto reserva da Aston Martin na Fórmula 1, o brasileiro foi anunciado pela equipe Andretti Global para disputar a 12ª temporada do campeonato, que terá início em dezembro com o ePrix de São Paulo. A mudança consolida o retorno de Drugovich às competições oficiais e reforça a presença do Brasil em uma das principais categorias do automobilismo mundial.
Drugovich substituiu Nyck de Vries na Mahindra Racing durante o ePrix de Berlim, em abril de 2025, o que serviu como sua primeira experiência em um carro de Fórmula E. O bom desempenho e a rápida adaptação chamaram a atenção do time americano Andretti, que firmou com o brasileiro um contrato plurianual. Na nova equipe, ele dividirá os boxes com o britânico Jake Dennis, campeão da temporada 2022-23, integrando uma das duplas mais promissoras do grid.
A decisão de migrar para a Fórmula E representa uma guinada na trajetória de Drugovich, que passou dois anos na expectativa de um assento titular na Fórmula 1. Segundo o próprio piloto, o desejo de “voltar a competir de verdade” e “ter novamente uma equipe própria” pesou na escolha. A categoria elétrica, que disputa corridas em circuitos urbanos de todo o mundo, oferece não apenas visibilidade internacional, mas também um ambiente tecnológico em expansão, com foco em sustentabilidade e inovação — aspectos cada vez mais valorizados pelas montadoras.
Com a chegada de Felipe Drugovich, o Brasil volta a ter um representante fixo na Fórmula E após as participações de Lucas di Grassi e Nelson Piquet Jr., dois campeões da categoria. A estreia em casa, diante do público paulistano, promete ser especial e simbólica: o início de uma nova fase para um dos talentos mais respeitados da nova geração do automobilismo nacional. O desempenho do paranaense nas primeiras etapas poderá definir não apenas seu futuro na categoria, mas também o espaço do país em um cenário cada vez mais competitivo e eletrificado.
Por: Fabricio Bomjardim
